reminiscências
jornalísticas (ou não)
Sônia G.



30/12/2004 15:39

serial pleasures (2)


O ruim dos prazeres seriais é o tempo que às vezes temos de esperar pela próxima rodada (ia escrever 'próxima onda' mas me pareceu inapropriado, no momento).


Meu primeiro contato com a best-seller irlandesa Marian Keyes deu-se há coisa de três semanas. Devorei Férias!, de 550 páginas. O livro narra a estada de Rachel (mulher de quase 30) numa clínica pra dependentes e compulsivos em geral (álcool, drogas pesadas, comida...). O caso de Rachel é pó, e sempre com álcool. É fácil se deixar envolver pelo jeito leve e engraçado (mas não superficial) com que Marian Keyes romanceia. Férias! é considerado uma espécie de autobiografia dela, que é ex-alcoólatra.

Fiquei com vontade de ler mais da Marian Keyes. No Submarino, onde com-
pro de tudo há anos, o livro táva esgotado e eu não queria esperar. Como livros custam bem + barato pela internet, cometi o erro de comprar Sushi (o novo romance da escritora) pela Saraiva on-line. Uma semana depois os caras não tinham sequer postado a minha compra, quitada em dinheiro via bankline. Só quando fiz contato pra reclamar eu soube que eles NÃO TÊM o livro em estoque (já não tinham quando me venderam!). Ontem decidi cancelar o pedido. Minha primeira compra na Saraiva on-line foi também A ÚLTIMA. Volto pro Submarino, que entrega em 24 horas, e já repôs o estoque de Sushi.

O percalço adiou por uns dias a retomada do prazer de ler as histórias criadas por essa tal de Marian Keyes. Em compensação, se eu gostar de Sushi tanto quanto adorei Férias!, só de romances a escritora tem oito publicados...

Foto by Neusa


Sônia G.
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30/12/2004 22:52

É isso aí!






Sônia G.
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24/12/2004 14:41

é isso aí...





Sônia G.
say something (2)



22/12/2004 22:41
a minha cara...




Não conheci a atriz Myriam Muniz, que morreu esta semana em São Paulo, aos 73 anos. Mas, por razões profissionais, durante um tempo o telefone da casa dela esteve na minha agenda. Num sábado, meio de ressaca, procurei pelo telefone de uma amiga chamada Miriam - e acabei discando pra casa da Myriam Muniz. Sem me dar conta do engano, contei uma história cabeludíssima que eu tinha vivenciado na véspera. Só percebi que táva falando com a pessoa errada depois de um tempão. Myriam Muniz (super à vontade), se identificou e pediu desculpas por não ter me interrompido. 'É que eu táva adorando a tua história...', justificou.


Sônia G.
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22/12/2004 11:18

serial pleasures

Lançado há 10 anos, Myst é considerado uma espécie de obra-prima dos jogos de aventura pra computador. Com gráficos incríveis (mais ou menos 2500 imagens), Myst me fascinou no momento em que vi o jogo rodar, na casa de um amigo - muuuito tempo atrás. Lembro que pouquíssimo depois comprei meu primeiro PC (na época tinha um Toshibinha 'herdado' que só suportava DOS). Desde então sou meio viciada em adventure's PC games (cada vez + raros, superados pelos jogos de ação e estratégia em tempo real)

Não faz muito, resolvi resgatar Myst. Joguei todinho outra vez e, assim
que acabei, parti pra continuação, Myst Riven (1997). Viajei! Voltei domingo à noite... hahaha... quando consegui fechar o jogo. Não é fácil explorar a ilha e os mundos fantásticos aos quais ela dá acesso. São tantos os cenários e enigmas, que Myst Riven teve que ser distribuído em cinco CDs.

Minha irmã acaba de me emprestar o terceiro e penúltimo jogo da série, Myst III: Exile (2001), que já instalei (tô falando, sou meio viciada nesse troço).

O melhor dos prazeres seriais é justamente o fato deles se prolongarem por meio da sucessão. Depois de Myst III: Exile, ainda tem a última parte, Myst IV: Revelation (2004).



Sônia G.
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11/12/2004 11:57
the dreamers


Desde La Luna (1979, lançado aqui no começo dos 80) que eu esperava por outro filme de Bernardo Bertolucci que me encantasse.

Gostei de O Último Imperador e de Beleza Roubada. Mas considero que só reencontrei o Bertolucci de La Luna, agora, em Os Sonhadores (The Dreamers). Trata-se de uma linda declaração de amor ao cinema. O filme é ambientado na Paris da primavera de 68, quando o espírito revolucioná-rio que se apossou de estudantes e trabalhadores contagiaria toda uma geração. À sua maneira, cada jovem se lançou na busca da própria revolução - fosse através da política, da arte, fosse através do sexo e/ou das drogas.

A beleza estonteante dos três protagonistas faz com que os absolvamos sem julgamento, da interminável sucessão de transgressões por eles cometidas ao longo da trama.

Os Sonhadores está recheado de referências a filmes que marcaram a história do cinema. Quase um quizz para cinéfilos.



Sônia G.
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08/12/2004 11:17
10 anos sem Tom



Nunca vou esquecer das vezes em que entrevistei Tom Jobim (duas aqui em Sampa, uma no Rio). Fora a função -assédio geral, segurança reforçada, assessores embaçando- todas rolaram num clima agradável, e eu sempre babava pro cara. Nem podia ser de outro jeito. Tom era charmoso, suave, um cavalheiro, e ainda por cima era Tom Jobim. Notava que ele respondia numa boa às perguntas sérias, mas que se divertia com uma conversa leve e desencanada. Melhor dizendo... nos divertíamos.

- Tom, da sua casa dá pra ver o Cristo Redentor?
- Claaaro.... 'Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor... que liiindo'


Sônia G.
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03/12/2004 19:55
na alegria e na tristeza...

Quarta-feira meus pais completaram 53 anos de casados. Foi um dia normal, sem nenhum auê. Tudo bem, afinal a vida deles já é especial (embora se trate definitivamente de uma relação digna de celebrações).



Observando os dois, cada vez mais me convenço de como é difícil manter um casamento por décadas. Tanto meu pai quanto minha mãe são capazes (por exemplo) de esperar até anos se preciso for, pelo momento certo de dizer algo que talvez vá magoar ou ofender o outro. Haja respeito mútuo, paciência, sabedoria... e amor!

Aproveito pra homenagear dois casais que têm tudo pra chegar lá:

sis Neusa e meu amado cunhado Zeca (casados há 18 anos),


Denise e Telso, casados desde 92.



Sônia G.
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