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31/10/2004 12:42 caras de saquê
Dê e eu...

...depois de algumas horas no Sushi Lika (Liberdade). Foi tão bom, raramente conseguimos nos encontrar com tempo pra deixar a conversa em dia.

Sem falar que o Lika prepara deliciosos temakis e duplinhas. Sônia G. say something (1)
27/10/2004 14:00
the city neeeever sleeps
Sabadão. Saí de casa à meia-noite, voltei lá pelas 4. Peguei congestionamento na ida e na volta! I-na-cre-di-tá-vel. Pior: é quase sempre assim. 
Minha balada foi no Anexo Domus, onde rolou a gig da 2df (banda dos meus coleguinhas Michel e Dani). O astral táva ótimo, como dá pra ver pela expressão de algumas das criaturas amigas que pintaram por lá...  
Sônia G. say something (2)
24/10/2004 22:12
stress cultural
 Nesta época do ano há muito pra se fazer em S.Paulo, comparado ao tempo de que os normais dispõem. O mesmo dá pra dizer em relação a grana. Até quem descola convites pra alguns dos eventos culturais que ocupam os espaços da cidade, precisa de bala na agulha pra acompanhar o melhor da temporada. Que no momento é a mostra internacional de cinema. Tempo é o principal problema dos cinéfilos, que ficam feito baratas tontas diante de uma programação que soma 329 filmes! Jamais consegui ver além de seis ou sete - e este ano não deve ser diferente. 
Me impressionou o desempenho de sir Ben Kingsley, em Casa de Areia e Névoa, longa de estréia do diretor ucraniano Vadim Perelman (produção americana). Na Califórnia um erro burocrático faz uma faxineira perder a casa que o pai levou 30 anos pra construir. A casa vai a leilão e é comprada pelo imigrante iraniano Massoud Behrani, personagem de Kingsley. Para ambos e por razões diferentes, a importância daquela casa ultrapassa o valor do bem material. No auge da disputa pela posse do imóvel, Ben Kingsley me fez chorar, tal a força dramática que é capaz de condensar. No papel da faxineira Kathy, a linda atriz Jennifer Connelly parece uma gata borralheira. Casa de Areia e Névoa nos acompanha por um tempão, depois que saímos do cinema.
Sônia G. say something (0)
22/10/2004 14:41 woman at work

De uns anos pra cá é raro o dia em que não desperto com uma forte sensação de urgência. Levanto assim que abro os olhos e me lanço numa jornada às vezes quase frenética, que só termina depois que adormeço. Tento resolver problemas antigos, questões do momento e crises futuras - na base do tudo ao mesmo tempo agora.
Impaciente, que sempre fui, demorei muito pra aprender a não ficar aflita diante da lentidão com que se dá a real transformação. Sem falar que, pra melhorar, primeiro as coisas sempre pioram. É ou não é?
Por aqui, quero crer que o pior já passou. Pelo menos não tenho outra explicação pro fato de tudo o que cerca minha insignificante existência estar tão diferente...
Sônia G. say something (3)
15/10/2004 12:19
as mais positivas vibrações
 Comemorei meu aniversário no show de Julian Marley, um dos VINTE E DOIS FILHOS REGISTRADOS por Bob Marley. Que coisa, né? Não foram todos, porém, que manifestaram capacidades semelhantes às do pai ou que desenvolveram a veia artística - a ponto de levar a música e a cultura rastafári pelo mundo (como Bob Marley esperava). Entre os que vêm fazendo sua parte estão Ziggy, Stephen, Kimani, Damian, e Julian.
O rapaz nasceu na Inglaterra, passa muito tempo na Jamaica, está com 29 anos (gravou a primeira canção aos cinco), tem três discos, é um músico seguro, toca vários instrumentos (teclado, bateria, baixo, guitarra...), defende muito bem as raízes regueiras e - o que é legal demais - tá deixando fluir uma inclinação pro hip hop (o que me parece uma tendência natural entre os dois movimentos).
Roqueira acima de tudo, considero que não há música mais envolvente e sedutora que o reggae.. There's a natural mystic blowing through the air... If you listen carefully now... You will hear...
Não poderia ter escolhido jeito mais legal de celebrar uma data que a esta altura da vida talvez fosse melhor esquecer, hahaha... Anyway, o dia todo foi bem agradável - graças aos telefonemas, encontros, brindes, e-mails, cards, instant messages, scraps e testimonials de amigos - and family. Tks, fofos!
Sônia G. say something (2)
15/10/2004 12:20 alguém se habilita?
Até me tornar dependente do computador, jogar sinuca era um dos meus programas prediletos. A todos os amigos que me chamavam pra sair, eu propunha ir a uma casa de bilhar. Quanto mais enfumaçada, melhor (bem rock'n'roll). Claro, com o tempo fui conhecendo as sinucas super transadas do Itaim - onde gasta-se bem mais, mas as mesas e os tacos estão sempre em ótimo estado. 
O fato é que o computador e a internet me seduziram de tal forma que aos poucos fui trocando as idas à sinuca pelos passeios por websites, chats, downloads e PC games. Tenho até uns jogos de sinuca. Não são a mesma coisa, evidentemente, mas não me deixam esquecer de como eram relaxantes (quase terapêuticas), as horas passadas em torno daquela imensa e linda mesa... Alguém se habilita? 
Na foto da esquerda, Wander Wildner (uma das boas parcerias). À direita sou eu com o grande Rui Chapéu (ele mesmo!). Um cavalheiro, que me convidou pra jogar apesar de eu nunca ter passado do Level 1
Sônia G. say something (7)
05/10/2004 09:42 Das Leben auf der Praça Roosevelt
Esqueci completamente de me informar sobre a duração d'A Vida na Praça Roosevelt - tanto quando comprei o ingresso como na hora de sair pro teatro, sexta à noite (ao final de uma semana exaustiva e ansiando por muuitas horas de sono). Minutos antes de começar descobri que a peça (uma montagem alemã, encenada em alemão) dura três horas e meia! Contrariando todos os meus princípios, decidi: se não fosse no mínimo ótima, eu sairia no (único) intervalo.

Não consegui ir embora, a peça É ótima. A dramaturga Dea Loher, que passou alguns meses em São Paulo antes de escrever o texto, construiu pequenas histórias urbanas ambientadas na Praça Roosevelt (centro da cidade, pertinho aqui de casa). Dramas pessoais - mais do que sociais - de mendigos, travestis, policiais, traficantes... contados de uma forma que me pareceu muito paulistana, mas que tem a ver com o jeito de viver à margem em qualquer metrópole.
Com exceção do desfecho (pode ter sido o sono), gostei do texto fluente de Dea Loher e, principalmente, da direção bem-humorada de Andreas Kriegenburg. Voltei pra casa curtindo ainda mais esse tal de teatro experimental. ;-)
'Das Leben auf der Praça Roosevelt' teve apenas cinco apresentações no Brasil.
Sônia G. say something (0)
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