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28/08/2004 23:33
the right to party NA QUARTA...
 Cheguei em casa bem cansada, entrei direto numa ducha... toca o telefone. La fui eu, um tanto sem querer, pro Pequi (onde, naquela noite, não estavam servindo o famoso arroz de pequi). Duas horas e muuuitas gargalhadas depois, entrei em casa novamente. Mas já me sentia outra... leve e relaxada.
NA QUINTA... 

Nem passei em casa. Fui direto pro Municipal, onde rolou a abertura do festival de curtas. Coisa rápida, também. Mas bastou pra me desconectar de quase todas as preocupações. Na volta, me lembrei dos Beastie Boys cantando: 'Fight... for your right... to paaartyy!'.
Em nome da sanidade global: 'Lute por seu direito de festejar!'
Sônia G. say something (3)
26/08/2004 11:44 uma primavera, duas primaveras três primaveras...
Havia pouquíssimas pessoas na sala 8 do Unibanco Arteplex, pra sessão da meia-noite do último sábado (embora o complexo estivesse apinhado de gente, como de costume). Não é de estranhar que só uma meia dúzia de gatos-pingados tenha se animado a entrar a madrugada de sábado pra domingo assistindo a um filme... coreano!
Pois nós, os gatos-pingados, assistimos a uma bela, profunda e tocante narrativa. 
Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera começa numa primavera e termina em outra (muitos anos mais tarde). Conta a história de um garoto, criado por um monge budista - que, apesar das horas diárias dedicadas à meditação, ao tornar-se adulto vira presa fácil das chamadas fraquezas humanas. O filme foi rodado numa única locação, um vale esplêndido. O cenário natural se transforma à medida que mudam as estações do ano (chegamos a prender a respiração diante da imagem do vale congelado, no inverno). O pequeno monastério flutuante, onde vivem o monge e o garoto, nem parece real. Saímos do cinema silenciosos, meditativos mesmo.... Quantas primaveras serão necessárias pra gente reparar erros, acertar o passo e poder, finalmente, recomeçar?
Sônia G. say something (2)
22/08/2004 19:24 o balé aéreo do Strange Fruit

O grupo australiano Strange Fruit, que esta semana se apresentou no festival internacional de teatro em Belo Horizonte, é muuuuuuito fofo - quem viu não esquece. 
Equilibrados sobre mastros flexíveis de mais de quatro metros de altura, os intérpretes da companhia fazem performances criadas exclusivamente pra espaços a céu aberto, lúdicas e delicadas (verdadeiros poemas). Não há diálogos. Só música, expressão corporal, e ruídos produzidos pelos próprios atores... tipo risadinhas, gritinhos e meigos arrulhos.
Por uma horinha, a gente volta a se sentir criança.
Sônia G. say something (1)
19/08/2004 00:18
Alguém viu a Sônia? A pergunta aí de cima tá no subject de um dos e-mails que recebi hoje. Pois é, também queria saber por onde anda a Sônia. 
Tenho acordado (e saído) cedo, voltado pra casa à noite... mal tá dando pra ME ver direito, passar algum tempo comigo mesma. O louco é que parte de mim eu só reencontro lá fora. Mais pirante ainda é a clara sensação de que há muitas partes de mim por aí, à solta... indo e vindo, dentro de cada uma das pessoas que quero bem.
Não, não tenho visto a Sônia. Mas ela tá numa boa, posso garantir. A quem escreveu... obrigada por perguntar... Sônia G. say something (5)
15/08/2004 10:59
o estado de greve
 A decisão de entrar em greve é, talvez, a mais difícil na vida de um trabalhador. Não se quer, de fato, que ela aconteça (afinal o objetivo é outro... é melhorar salários, garantir estabilidade no emprego, etc). Mas, quando percebemos, o momento se criou, e é preciso deixar de lado conflitos internos e temores pessoais - pra administrar o evento com a mente no coletivo. Já fui funcionária e hoje em dia apenas presto serviços pra TV Cultura, de São Paulo. Aconteceu de eu estar lá justamente quando os funcionários decidiram parar por 24 horas. Como jornalista e radialista que sou, considero que a luta deles é também a minha. Pessoalmente me sinto mais envolvida ainda, pois ali trabalham amigos muito próximos, amigos não tão próximos, e inúmeros conhecidos. No final da assembléia que decidiu pela volta ao trabalho, o companheirismo derrubou a tensão. Foi melhor do que todos imaginaram... 
Sônia G. say something (3)
11/08/2004 21:59 vc tem novas mensagens...
 As modernas e eficientes caixas-postais telefônicas vão acabar sepultando de vez o delicioso ritual de ouvir as vozes dos amigos soarem da velha e boa secretária eletrônica. Outro dia alguém comentou que eu deixo recados quilométricos (sim, sou do tipo que praticamente conversa com a máquina, dou risadas, xingo, e tal...). Expliquei: 'imagino a pessoa pra quem liguei chegando em casa, acionando a secretária eletrônica, e me ouvindo falar enquanto se livra dos sapatos, serve um copo de vinho, se olha no espelho, abre o chuveiro...'
Já faz tempo que aderi às modernas e eficientes caixas-postais telefônicas. Mas guardo comigo algumas dezenas de fitas-cassetes (das grandes, usadas nas secretárias antigas), cheias de mensagens recebidas ao longo de... muitos anos, e que simplesmente não tive coragem de apagar. Algumas daquelas vozes eu sei que nunca mais vou ouvir. Pelo menos, não ao vivo.
Sônia G. say something (7)
07/08/2004 22:26
mantenha uma certa distância
 A quem nunca assistiu ao espetáculo Stomp, do grupo Yes/No People (fundado por dois ingleses), meu conselho de a-mi-ga É: jamais, em circunstância alguma, sente-se nas primeiras filas. Há treze anos em cartaz (e pela terceira vez no Brasil), Stomp é um show de dança e percussão, cujos intérpretes extraem sons do corpo e de objetos prosaicos (vassouras, latas, baldes e outros...). Só que, dessa fórmula bem-sucedida, também fazem parte ingredientes como areia, água, geléia... tem até banana. Há pelo menos uma coreografia inteiramente executada sobre areia. E o elenco sapateia com vontade (quando não varre!). Invariavelmente, sobra pra quem tá sentado na frente. No conjunto, Stomp é divertido, jovial, inteligente. Mas repetitivo. Tanto quanto seria, por exemplo, ver de novo.
Sônia G. say something (3)
04/08/2004 10:15 Vou me indignar até cair.
 Depois de assistir ao documentário Fahrenheit 9/11, cheguei a duas conclusões: 1) George W. Bush é uma versão gringa do Fernando Collor. O cara é um playboyzinho megalônamo, brincando de soldadinho - plantado na cadeira que já foi do daddy... 2) Guardadas as devidas proporções, nós - brasileiros - até que somos muito modernos. Conseguimos expulsar Fernando Collor do planalto, na base da mobilização popular, no primeiro impeachment da história. E, tudo isso, no século passado!! Admiro Michael Moore, diretor de Fahrenheit 9/11 (e também de Tiros em Columbine). Moore leva jeito de ser um tremendo 'mala', mas tem coragem e competência pra expressar uma indignação que é de muitos - e que deveria ser de todos. Como documentário, gostei mais de Tiros em Columbine.
Sônia G. say something (0)
04/08/2004 22:59 Fotografar é...

Acima, um dos célebres momentos precisos captados pelo fotojornalista Henri Cartier-Bresson, que morreu segunda-feira em Paris, aos 95 anos. Lembro de ter visto esta imagem pela primeira vez num livro do fotógrafo Edgar Moura, ('Câmera na Mão - Som Direto e Informação'). Me marcou muito aquele instantâneo, previamente enquadrado pelo autor (um dos segredos do sucesso do mestre). A foto, Behind the Gare Saint Lazare, é de 1932.
Sônia G. say something (1)
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