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27/02/2005 20:43 buraco negro
Chego em casa - não muito tarde, nem um pouco bêbada - não acho a chave de casa. Sento na escada em frente à porta do meu apartamento e simplesmente tiro TUDO que há dentro da bolsa. Digamos que a chave foi o penúltimo objeto localizado...
Menos de uma hora depois, ouço uns ruídos do lado de fora do apê. Pelo olho mágico vejo a vizinha, sentada na mesma escada em frente à minha porta, tirando TUDO de dentro da bolsa dela, à procura da chave de casa.

Costumo comparar bolsa de mulher aos buracos negros que se formam no espaço sideral. Em defesa de minha teoria, abaixo reproduzo trechos de artigos que li sobre o fenômeno:
Região do espaço onde a matéria se concentra...
... campo gravitacional intenso que irá atrair mais matéria, aumentando o campo gravitacional e atraindo ainda mais matéria...
... nada mais pode ser detectado...
... ele continua a devorar matéria...
Existe um limite onde o buraco negro pararia de crescer?
A matéria poderia ser transferida através de um universo paralelo? Em que época? No passado ou no futuro? Não sabemos.
Quanto mais estudamos o problema, mais modelos teóricos - cada vez mais complexos - são apresentados e aumentam a lista de perguntas a ser respondidas.
Alguns autores já o classificaram como 'o supremo desconhecível'.
Sônia G. say something (3)
26/02/2005 00:07 baladas
Ex-baladeira, hoje em dia levo uma existência quase pacata. Ultimamente, porém, tenho saído de duas a três vezes por semana (too much pra nós, os pacatos). Concluí que os as-tros andam conspirando pra me cercar de pessoas queridas, e enfiei o pé.
No Bárbaro (re)encontrei Marilei e Ricardo e Aninha (nem vou explicar por que quatro gaúchos escolhem se reunir em torno de comida portenha). Enfim, achei que estão todos muito bem - e a proximidade com quem ta numa boa é energizante, nos estimula a trazer à luz nosso melhor.
Telso Freire fechou o Nokiko pra comemorar o aniversário, juntando um monte de gente legal. Me senti em casa, e isto é o que de melhor eu poderia dizer de uma festa boa - como foi a do Telso. E ainda revi Jeffis, sujeito de muito talento com quem um dia tive o prazer de trabalhar. Adorei a mesa à base de peixes crus, que o sushiman cuidou de manter abastecida do início ao fim da orgia. Na ordem, começando lá em cima: Rick, Denise, Telso, Guta, Lúcia, Rick, Jeffis, Cunha, eu, e Ernesto.
Sônia G. say something (3)
20/02/2005 16:33 Atuar é preciso
Todos os anos é a mesma coisa: por causa do Oscar acabo assistindo a filmes que normalmente eu não veria. Pelo menos, não no cinema.  Este ano resolvi dispender tempo apenas pra assistir aos nominees que minha modesta opinião considera imperdíveis. O caso de Ray (que já recomendei aqui), e Menina de Ouro ( Million Dollar Baby). Dirigido e estrelado por Clint Eastwood, o filme transborda talento. Pros três protagonistas (Clint, Morgan Freeman e Hilary Swank) atuar definitivamente é preciso - não há movimento, expressão ou tom de voz fora da medida. No mais, é um filme triste pra caramba (não a ponto de fazer
chorar, como eu disse é um filme exato), e focaliza um universo que a mim diz pouco ou quase nada (dos lutadores de boxe). Homenageio o maravilhoso Clint Eastwood relembrando o belo ator que ele foi na juventude. E que, incrivelmente, ainda o é. 
Sônia G. say something (3)
16/02/2005 22:15
quando a imagem diz tudo...
 Sônia G. say something (4)
10/02/2005 08:58 Carnavalescas
Passei o carnaval bem longe do tamborim mais próximo. Nada contra, até considerei a possibilidade de sair numa escola qualquer pois acho que deve ser divertidíssimo. Venceu minha quase necessidade de um certo silêncio. Dediquei-me no máximo a uma programação do tipo standard:

Perfeito contraponto ao clima de folia reinante, o monólogo Regurgitofagia é breve porém intenso. Regurgitofagia: 'vomitar' os excessos a fim de avaliarmos o que de fato queremos deglutir. Nestes tempos de mesmice crônica, um cara com jeito e verborragia tropicalistas como o ator-autor Michel Melamed é super bem-vindo à cena. Na desfotografia é assim: primeiro o flash, depois o sorriso; a revelação antes do clique; você relembra então vive...

Cada vez mais me convenço: gosto não se discute. Embora só tenha ouvido falarem bem de Closer, achei o filme chatinho, seus personagens insossos e com vidas desinteressantes (apesar da beleza dos atores que os interpretam). Também não considero o desempenho de Natalie Portman à altura de um Globo de Ouro ou do Oscar de atriz coadjuvante (a indicação tá de bom tamanho). Já Clive Owen mais me pareceu um arremedo de Nicolas Cage porém sem o carisma do segundo (sinal de que o teatro britânico também produz canastrões). JU-RO que estava no maior bom-humor quando fui assistir ao filme, hahaha.

Há anos não lia um romance do Marcelo Rubens Paixa, que por sua vez passou anos sem lançar um novo romance. Nesse tempo assisti a duas ótimas peças dele, E Aí, Comeu? e No Retrovisor. Marcelo Paiva elabora e verbaliza bem o ponto-de-vista masculino, que nem sempre é assim tão diferente do pensar feminino. Malu de Bicicleta conta a história de um galinha que acaba traído pela própria mulher. Mais uma vez, o autor nos coloca dentro da cabeça de um homem. Beeem revelador.

Há SEMPRE alguma peça escrita e/ou dirigida e/ou encenada por Mário Bortolotto em cartaz na cidade. Em plena terça de carnaval, Bortolotto e a Cia. de Teatro Cemitério de Automóveis lotaram o espaço Satyros (Praça Roosevelt), com a montagem O Que Restou do Sagrado: pessoas desconhecidas umas das outras e de procedências distintas, são atraídas até uma igreja onde acabam confessando crimes terríveis. Já vi coisa melhor do Bortolotto, mas não saí decepcionada. Giedre e Alexal (que me arrastou pro teatro) também não.
 Ouvi muuuuito Lenny Kravitz.
Sônia G. say something (2)
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