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31/01/2005 23:09 update!

Jamie Foxx está excepcional no papel-título de Ray. O desempenho dele é superior ao filme como um todo, mas não mais impressionante do que a vida do cantor e compositor, que ficou cego aos sete anos. Não sabia quase nada a respeito. Também nunca tinha realizado a idéia de que cegos são vítimas fáceis de gente mal-intencionada. Quando passou a lotar os clubes de terceira onde se apresentava no início da carreira, Ray Charles exigia que lhe pagassem em notas de 1 dólar - porque era a única forma de saber que não tava sendo roubado. Saí da sessão admirando Ray Charles ainda mais, apesar do triste e devastador envolvimento dele com heroína. E virei fã de Jamie Foxx, que chegou a usar uma prótese ocular durante as filmagens, pra não enxergar enquanto estivesse interpretando Ray.

Tem chovido taaaanto em S.Paulo, que senti um certo desconforto durante a primeira 1/2 hora da peça Dilúvio em Tempos de Seca. O cenário é o banheiro de um prédio inundado pela chuva (que por sua vez também faz parte do espetáculo). Num segundo momento eu diria que o tempo chuvoso até favoreceu minha adaptação à atmosfera da montagem. No final estava totalmente envolvida pelas interpretações seguras e despojadas dos atores Giulia Gam e Wagner Moura (ótimos!), e a direção provocante de Aderbal Freire-Filho.

Não fumo um cigarro há anos, mas quem costuma ter recaídas não deveria assistir a Sobre Cafés e Cigarros, porque dá a maior vontade de acender um. O filme é a reunião de 11 curtas-metragens dirigidos por Jim Jarmusch (o mais antigo é de 1986), todos passados em torno de mesas, às quais os personagens bebem café enquanto fumam. Me considero suspeita pra opinar, pois gosto de tudo o que o Jarmusch faz.

Meu amiguinho Cunha Jr. voltou de Cannes, onde foi cobrir o Midem pro Metrópolis. Só reclamou do preço de um cafezinho, o equivalente a 12, 13 reais. Uma paulada pra quem, como ele, é doido por café.

Minha irmãzinha, Neusa, voltou de La Paloma, no Uruguay. Adorou o show de Jorge Drexler, a céu aberto (imagino!). Foto by Zeca.

Desde o anúncio da morte do artista venezuelano Jésus Soto, há pouco mais de 10 dias, fiz algumas tentativas de achar boas imagens das obras dele, na internet. Mas nenhuma foto é capaz de produzir a sensação que se tem diante de uma criação desse quase ilusionista - um dos mentores da chamada arte cinética. Já vi de pertinho muito do que Jésus Soto criou em vida. É viajante contemplar aquelas esculturas e relevos de múltiplas dimensões. Mal posso esperar pra visitar a mostra Soto: A Construção da Imaterialidade, recém-inaugurada no Rio e que em maio vem pra Sampa.
Sônia G. say something (2)
25/01/2005 12:41 oferta e/ou procura
Embora a função do assessor de imprensa seja intermediar as relações entre personalidades (de um modo geral) e a mídia, a mesma interface tem servido a propósitos opostos, ou seja: tem gente que contrata assessorias pra se aproximar da imprensa e tem quem paga pra manter distância dos jornalistas.
Tomemos como exemplo o caso do Chico Buarque. A mais reservada de nossas celebridades tem seu assessor de imprensa há pelo menos vinte anos, mas raríssimamente dá entrevistas. O assessor em questão é Mário Canivello, um cara bacana, bom profissional. Um dia falei: Que moleza esse teu trabalho de assessor do Chico, hein, Canivello?? É só olhar pros jornalistas e dizer não, não, e não. Ele costuma rir das brincadeiras que fazem a esse respeito, mas discorda dos que pensam que é fácil fazer a assessoria de um cara tão assediado quanto arredio aos holofotes.

Que o diga meu amigo Paulo Marra, sujeito com grande experiência e credibilidade - que há uns seis anos é o assessor de imprensa da Ana Paula Arósio. Não sei se já deu pra notar, mas a bela só põe a cara pra bater na hora de divulgar um novo trabalho. Mesmo assim os jornalistas não largam do pé do Paulo Marra - a Ana Paula é uma espécie de objeto do desejo da mídia.
Ultimamente Paulinho anda assoberbado pois a musa está às voltas com a divulgação da série Mad Maria. Ele dá duro mas também se diverte. E aproveita pra exercitar o lado paparazzi. As fotos são dele.
Sônia G. say something (3)
19/01/2005 15:21
meus prazeres

Bem legal o episódio de Alias exibido pelo Sony quarta passada (hoje tem mais!). Na terceira temporada da série a agente da CIA Sidney Bristol (Jennifer Garner) reaparece dois anos depois de ter sido dada como morta. Só que ela não lembra do que fez nesse tempo e, pra descobrir o que aconteceu, toma um coquetel de drogas que a induz a sonhos altamente reveladores. Do começo ao fim do episódio, a personagem de Jennifer Garner (linda) passeia por um território fantástico, mais ou menos como uma Alice num país das maravilhas com cara de século 21. Algum problema? Pra mim, nenhum. Pelo contrário, assisti duas vezes, em primetime e na reprise anteontem.

Vibrei na hora em que William Shatner (o eterno capitão Kirk, da nave Enterprise) ganhou o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante pela série The Boston Legal. Shatner faz o papel de um advogado já senil mas determinado a não perder a fleuma. O resultado é um personagem seríssimo e ao mesmo tempo hilariante, nunca pensei que esse cara fosse me fazer rir tanto. William Shatner só não rouba a cena porque o protagonista da série é James Spader, que além de bom ator é bonito e sexy (embora esteja gorducho).

Parece até que eu não faço outra coisa além de ver TV, né? Erradooooo... Olha eu aí numa festa, sábado, na Estação da Luz. Claro que ninguém por lá deu a menor pra minha presença, já que as atenções estavam concentradas no monte de celebridades presentes - como Ana Paula Arósio, uma das mais assediadas pelos fotógrafos, e que até de costas é fotogênica.
Sônia G. say something (7)
12/01/2005 11:33 Assim caminha o jornalismo brasileiro...
Título da reportagem publicada hoje na página 2 do Segundo Caderno de O Globo :
Musicalidade que flue natural como um plácido Amazonas O que definitivamente não flui é o português da sumidade que fechou a matéria.
Sônia G. say something (3)
09/01/2005 15:48
Festas! Dezembro, como de costume, rolou aquela overdose de celebrações. Não fui a todas, mas me diverti em todas que fui. De algumas tenho fotos, de outras o único registro está salvo no formato de uma boa (ou ótima) lembrança...
 
 
 


 


 
 

 

 

  
Sônia G. say something (4)
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